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Teste genético pré-gestacional: uma medida prudente e responsável

A decisão de ter um filho é crucial na vida de um casal. Por isso, antes de engravidar é importante buscar aconselhamento e realizar testes genéticos para avaliar os riscos de transmitir doenças genéticas raras aos filhos e as opções disponíveis para os pais.

Existem mais de 7000 doenças raras conhecidas, sendo que 80% delas têm origem genética. Globalmente, as doenças raras afetam entre 3,5% e 5,9% da população. A incidência de Fibrose Cística, a doença genética rara mais prevalente no mundo, varia de acordo com a região e a etnia, mas em média, é estimada em cerca de 1 em cada 3.500 nascimentos. Mas se ambos os pais forem portadores de um gene recessivo de uma doença genética grave, como a Fibrose Cística, Anemia Falciforme, Doença de Tay-Sachs e milhares de outras, há uma chance de 25% de o bebê nascer com a doença, ou seja de um em quatro.

Para contextualizar, a probabilidade de ser atingido por um raio em um ano é de 1 em 1,2 milhão, de ganhar na Mega-Sena é de 1 em 50 milhões e de ser mordido por um tubarão é de 1 em 3,7 milhões. Compreender que um em cada quatro filhos pode nascer com uma doença genética rara quando ambos os pais são portadores de um gene recessivo é um forte incentivo para buscar aconselhamento genético.

Portanto, ao planejar uma gravidez, todo casal deveria considerar a saúde futura do filho. Consultar um médico geneticista, realizar os testes necessários e estar preparado são medidas prudentes e responsáveis, com impacto significativo na vida do futuro filho e de toda a família.

A CTSB – Movimento de Prevenção de Doenças Genéticas Graves tem como objetivo a conscientização de todos os brasileiros, em particular jovens casais que pretendem constituir família, sobre a importância do aconselhamento genético para a prevenção de doenças genéticas graves. Ajude a compartilhar esta mensagem!
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